quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Um pouco de incoerência

Vejo com freqüência grandes palestrantes, gestores de carreira, coaching e outros incentivadores afirmarem que é preciso gostar do que faz para se obter sucesso na vida.

Sempre tive isso em mente, até que recentemente ouvi um trecho de uma entrevista antiga de Monteiro Lobato a uma rádio. Assim como a maioria todas as pessoas da minha faixa etária, sempre fui fã de suas historias e cresci assistindo o sítio do pica pau amarelo. Mas me intrigou o que ele disse, quando lhe perguntaram qual era seu personagem favorito. Ele respondeu com ásperas palavras que não tinha nenhum personagem que ele gostasse, mas que analisando contabilmente, a personagem “narizinho” era a melhor de todas, pois foi a que mais lhe rendeu lucros.

Há pouco tempo, em uma emissora de TV a cabo contou a historia do ator Peter Sellers, que ficou muito conhecido após protagonizar o filme da Pantera Cor de Rosa. E entre uma de suas polêmicas frases, disse não saber como as pessoas podiam gostar do trabalho dele, porque ele próprio detestava.


Analisando esses dois casos de homens bem sucedidos em suas carreiras, e que viveram em épocas diferentes, podemos pensar que nem sempre vamos ter aquilo que gostamos na vida, e nem sempre vamos gostar do que fazemos. 

O importante é alguém gostar do seu trabalho. Valorizar o que você faz. De uma maneira ou de outra você aprende a gostar. Seja pelo reconhecimento, seja pelo dinheiro que entra no seu bolso. 

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